sobre a saudade

sobre a saudade





e essa saudade, 
que bate de não sei de que ou de quem,

que chega sem avisar ninguém
que irrompe quase que do além
que me para e me fazer refletir,
faz querer parar o mundo
para mais tarde voltar a subir
esquecer de tudo
como quem está prestes a fugir
e essa saudade,
que calma insiste em ventar
que constante está a clamar
louca para a sua voz alçar
na esperança de um ouvido atento alcançar
e se disser a ela que espere
que sobre o tempo, não há entre humanos, quem o impere
quem sabe assim a essa saudade acalmarei
e ao invés de gritos, somente seu sussurrar será o que ouvirei ?
E ao sussurrar se mostrará como brisa que se faz constante,
revelando o desejo daquele que está distante
querendo sempre entre tantos minutos do tempo,
tornar infinito somente um instante.
Fabrício Veliq
13.12.11 – 07:33
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