Pagode da vida cristã atual

Pagode da vida cristã atual

O amor faz a gente enlouquecer, faz a gente dizer coisas pra depois se arrepender. Mas depois vem aquele calafrio e o medo da solidão me faz perder o desafio… Aí vem o desespero machucando o coração, eu me entrego por inteiro implorando o seu perdão…”
Música do Grupo Raça

Muitas vezes nosso amor por Deus (no sentido da musica não podemos considerar como amor mesmo. Para o texto, considerarei mais o desejo incontrolável de fazer algo). Esse nosso desejo incontrolável de fazer algo para Deus, muitas vezes motivado pelo ativismo evangélico, ou muitas vezes para mostrar para Deus que somos merecedores de alguma coisa nos faz fazer os votos, assumir compromissos que na maioria das vezes não cumprimos e depois nos arrependemos de tê-los feito.

Muitas vezes esquecemos, devido a isso, que o que o Deus pede de nós é o que está em Miquéias 6:8 (ame a justiça, pratique a misericórdia e ande humildemente diante do seu Deus) e nada mais. Esquecemos que somos salvos pela graça e que não há nada que possamos fazer para Deus nos amar mais ou menos.

Outra coisa que acho interessante é que, muitas vezes, por causa disso e por servimos a Deus por medo do inferno, ou por medo Dele e não por amor, ao fazermos isso, vem o calafrio na alma, o medo da solidão, ou seja, não nos arrependemos por entristecer a Cristo, mas pelo medo de não contar com sua companhia e seu favor, nossas respostas de oração e tudo mais que Ele pode nos dar.

Aí vem o desespero, machucando o coração. Eu me entrego por inteiro implorando o teu perdão”. Nisso nos entregamos por inteiro, mas o desespero vem pelo fato de acharmos que ficaremos sozinhos. Dessa forma, corremos para Deus implorando o perdão Dele, mas muitas vezes sem pensar em mudar nossas atitudes e sim, simplesmente para acharmos conforto para nossas almas.

Acredito que atitudes assim revelam nossa imaturidade na fé e nossa necessidade de crescimento espiritual. Não um crescimento espiritual místico que tem sido pregado hoje em dia, mas um crescimento no conhecimento de Cristo, ou seja, entender Cristo, para andar como Ele andou.

Fabrício Veliq
29/08/2008
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