#elenão

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No momento atual, posicionar-se é importante.

Há aqueles e aquelas que votarão no candidato fascista por inocência mesmo, por acreditar que os problemas complexos do país podem ser resolvidos com medidas simples, bastando somente alguém “pulso firme” para implementar as medidas e fazer as leis para “acertar a nação”. Essas pessoas, infelizmente, provavelmente, desconhecem toda dinâmica de funcionamento do Congresso e Senado, uma vez que, se a conhecessem não acreditariam em propostas tão sem pé e cabeça, como as do dito cujo.

Há, porém, os que votarão nele por desconhecimento do texto bíblico. Evangélicos e evangélicas bem intencionadas, que acham que uma nação sobre o controle de Deus quer dizer uma nação onde o Cristianismo seja a religião oficial, ou onde todas as pessoas sejam convertidas ao Cristianismo. Essas, infelizmente, ainda que com um bom coração, não conseguem fazer a leitura de que, ao longo da história, toda vez que o poder religioso se aliou e tomou o poder secular, foram de imenso atraso e imensa perseguição para aqueles e aquelas que não criam da mesma forma que aquilo que a doutrina dizia que se era para crer. Essas pessoas ainda não compreenderam que o texto bíblico não prega um estado cristão como solução para os problemas da nação, antes, prega o amor como manifestação da graça do bom Deus sobre todos e todas, uma vez que ele faz seu sol nascer sobre justos e injustos.
Assim, essas pessoas inocentes, caem em um discurso vazio de que “Deus acima de todos” é o mesmo que “Todo mundo convertido ao cristianismo”, não percebendo que a multiforme graça de Deus se revela em tantas outras formas de pensamento e religiões que fogem ao escopo meramente cristão de compreensão de Deus.

Por último, há os que votarão no candidato por identificação com sua proposta. Ou seja, são as pessoas violentas, discriminadoras, machistas, homofóbicas, que aceitam a tortura como método para obtenção de informação, que acreditam que há mulheres que merecem o estupro, que acreditam que homossexualidade é sinônimo de devasidão e deve “levar porrada” pra virar homem ou “levar vara” para aprender a virar mulher de verdade.
Essas pessoas, que se dizem cristãs, esquecem-se de que o Jesus do qual se dizem discípulos e discípulas, foi contado como bandido pelo império romano, foi torturado, esteve junto com as chamadas escórias de seu tempo.

Quanto aos que votam pela inocência, tentemos dialogar, mostrando que o candidato fascista é aquele que recebeu 200 mil em propinas e fez uma “lavagem de dinheiro” via seu partido, que foi ele quem empregou uma funcionária fantasma e também o irmão nessa mesma condição, que ele, em 28 anos de vida pública não fez nada pela violência do RJ, que ele votou a favor do congelamento de investimentos em educação, saúde etc, que tem a autoria de um projeto para que vítimas de abusos sexuais não sejam atendidas integralmente na rede pública, dentre tantas outras incoerências.
Quanto aos que votam por desconhecimento do texto bíblico, dialoguemos, tentando mostrar que a proposta cristã passa longe de um Estado cristão, que a lei do Senhor é o amor sem medida, o acolhimento, o diálogo com quem pensa diferente, o apoio aos pobres e marginalizados, às prostitutas, aos do movimento LGBTQI+ , aos que não possuem terra, nem teto para morar, dentre tantos outros.

Agora, quanto aos que se identifica com as propostas de tal candidato e se dizem cristãos, falemos como Jesus e como os profetas: “ai de vós, raça de víboras”, que não exercem a justiça, que não lutam pelas causas daqueles e daquelas a quem Deus ama e mostra sua graça.
Apoiar o fascismo não é algo cristão e nunca foi. Como cristãos e cristãs, já cometemos esse erro antes, e a história deixa muito clara a participação das igrejas nas ditaduras, nazismo e fascismo. Não repitamos tal erro.

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