Algo sobre a morte

Algo sobre a morte

O que dizer frente a morte? Essa que chega até nós, de repente, nos fazendo pensar sobre o sentido da vida, nossa existência, nossas posturas na vida, investimentos, tempo e tantas outras coisas.

Como responder à dor daquele que sofre por perder um alguém amado?

A morte chega a todos. Essa verdade se mostra a nós todos os dias. Impossível fugir dela.

Por mais que queiramos dar respostas essas se mostram vazias.

Consola-nos saber que está nos braços do Pai; que cessou o sofrimento; que voltará em outro corpo para tentar ser melhor, obedecendo a lei do progresso; que se extinguiu e não existirá mais e tantos outros discursos que temos para consolar frente ao trágico, nessa tentativa frenética que temos de dar razão àquilo que nos acomete.

Independente da forma como se crer, essas respostas nos dão consolo frente ao inesperado, nos abre a porta do devir. Para os cristãos o consolo se mostra como imagem da esperança.

Esperança de que aquele que prometeu ressuscitar os corpos no último dia cumprirá sua palavra, esperança de que o definitivo virá a nós em nossa morte, ressuscitando-nos e cumprindo em nós a esperança que colocou em nossos corações pelo simples fato de sermos humanos.

Esperança de que o Pai que se revela em Jesus Cristo como amor incondicional, em total doação de vida nos acolhe em seus braços e vem a nós. E assim, vem como somente um Deus pode vir: dando vida.

Nesse sentido, cremos que a morte não é o fim, antes um começo. Pela ressurreição de Cristo, cremos que, como reflexo da criação, Deus tira do nada, que é a morte, a vida para todos e, nesse sentido, a esperança se manifesta como promessa para todos os homens, como diria Moltmann.

Nessa promessa cremos, que assim como Cristo vive, nós também viveremos.

Como? Simplesmente não o sabemos. Apenas cremos que aquele que prometeu que o fará cumpre o que disse que faria. E, como cristãos, esse é o motivo de nossa esperança.

Resta-nos, no fim de tudo, o mistério e o lançar-se em fé àquele que nos prometeu.

Fabrício Veliq
09.10.2014 – 07:14

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