Flor…

Flor…

Flor, que não sabe o que virá
se o vento forte ou a brisa suave
se a mão que afaga ou o pé que destrói,
se a chuva com refrigério ou o sol com extremo calor

mesmo assim, não teme ser flor,
com singeleza insiste em encantar,
com fragilidade, insiste em resistir

se morrer pisada
terá cumprido seu papel,
mesmo que por pouco tempo,
terá trazido a beleza
que somente suas pétalas poderiam trazer.

se viver sendo afagada
viverá a alegria de se ver importante
mesmo que passageiramente,
pois reconhece que sua vida é pequena.
na imensidão do jardim em que está.

E mesmo assim, não temendo ser flor,
vive embelezando,
segue encantando,
sofre com tempo,
dança com o vento.

Fabrício Veliq
23.10.13 – 12:25

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