Havia chegado o tempo

Havia chegado o tempo

Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
João 13:1
Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
João 13:1

Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
João 13:1
Esse versículo é muito interessante. Nunca ouvi nem li nehuma reflexão sobre o mesmo. Talvez, por ser o versículo introdutório para a cerimônia da lavagem dos pés dos apóstolos por Jesus, esse texto passa sem muita atenção sobre ele. Porém, penso que esse versículo nos traz grandes ensinamentos. Podemos tratar dele pelo prisma histórico, pela questão da cristologia ascendente ou descendente, e tantos outros temas, contudo, gostaria de pensar esse versículo em um plano mais existencial. 
Penso que o versículo nos remete a boas questões: a primeira, sendo a consciência de Jesus quanto ao seu chamado e quanto ao seu tempo. Acredito ser esse um grande ensino para nós. Muitas vezes falhamos em saber tanto um quanto o outro. 
Saber o motivo pelo qual existimos, o porquê e para que vivemos é um aspecto muito importante e traz de alguma forma um sentido para a existência humana.. Da mesma forma, estar atento ao tempo é um grande desafio em nossos dias. Falo dos dois aspectos temporais: seja o tempo cronológico de se fazer ou não determinada coisa, quanto ao “nosso tempo” como relação com o momento em que vivemos. 
No texto, percebemos um Jesus com essa consciência de sua missão e de seu tempo dentro do “tempo” de sua geração e acredito que esse é um convite que deve ser aceito em nossos dias em que quase não pensamos sobre o tempo. Vivemos em um mundo tão corrido, que parar se torna insano, observar o tempo que se vive é obra para os que não pensam no futuro, para os que não tem visão e tantos outros adjetivos que ouvimos constantemente nas mídias e nos cursos de preparação para o futuro. 
No entanto, esquecemos que saber o momento de parar é tão importante quanto saber o momento de correr. Mas não seria esse aprendizado devido a aprendermos a observar nosso tempo e o tempo que vivemos?
A segunda questão que acho interessante no texto, e acredito que seja o ponto fulcral do mesmo, é a percepção, por parte de João, de que Jesus, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Essa parte do versículo, a meu ver, é um convite tanto à constância quanto à perseverança. A ideia do “tendo amado” nos remete a uma constância por parte de Jesus no amar os seus que estavam no mundo.
“Nosso tempo” é marcado pela volatilidade. As relações atuais se mostram extremamente efêmeras. Constrói-se e destrói-se uma amizade em questões de dias. Não há, em nossos dias, a preocupação em manter algo firme, em fundamentar determinado relacionamento, seja ele de amizade, de namoro, até mesmo de casamento. Vivemos na era da volatilidade, em que tudo passa como brisa. Contudo, percebemos na fala de João, um Jesus que se mostra constante no amor para com os seus. 
A fala “amou-os até o fim” nos convida à perseverança. Perserverar, em nossos dias, pode ser algo muito difícil de se fazer, afinal a perseverança pressupõe paciência, pressupõe estar disposto e pressupõe acreditar naquilo que se persevera. Hoje, percebemos uma sociedade do descarte e do imediatismo, o que, claramente, vai contra a ideia da perseverança, mostrando que ser constante e perseverante, constantemente, significa nadar contra a correnteza da atualidade. No entanto, os frutos da perseverança tendem a ser bem mais duradouro que os frutos do imediatismo.
Os convites estão feitos, cabendo a nós aceitá-los ou recusá-los, como deve ser feito com cada convite que chega até nós.
Pensemos…
Fabrício Veliq
08.03.12 – 12:00

Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
João 13:1
Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
João 13:1
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