Dizem que sou estranho

Dizem que sou estranho


Dizem que sou estranho,
afinal
canto a beleza do mundo,
a alegria da vida,
descanso em versos assimétricos
e choro nas despedidas.
Concordo, pois
nos meus versos, diria eu
há problemas simétricos e talvez semânticos
há relatos desconexos para corações estranhos
há o achar de vários espalhados pelo mundo
e a beleza do dito esparso
Devido a isso,
certa vez me disseram para não sonhar.
afinal o que queria estava longe demais,
difícil demais, bonito demais, grande demais.
Porém, decidi não ouví-los.
Eles sofriam de insônia
Eu, no entanto
tenho em mim todos os sonhos do mundo
todas as alegrias possíveis,
todos os medos estranhos e
e todos os silêncios ensurdecedores.
Tenho em mim a infinidade das possibilidades
e a possibilidade da infinidade.
ah, esse mundo de infinitos…

Fabrício Veliq
21 a 26.11.12
 

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