Com o passar do tempo

Com o passar do tempo

Com o passar do tempo, começamos a pensar sobre o que realmente importa para nós:
se é o tempo que vivemos,
se são os sonhos que alcançamos,
se são as esperanças que mantemos,
se são as coisas que conquistamos

Passamos a dar mais valor às algumas coisas que não dávamos antes:
estar com os amigos passa a ser mais importante do que estar com muita gente ao seu redor,
a capacidade de ouvir passa a ser mais admirada por nós do que a capacidade de falar,
as pequenas conversas, por mais tolas que sejam, passam a ter uma significância maior não pelo seu conteúdo em si, mas pelas pessoas que fazem parte desses assuntos.

Com o passar do tempo, penso que passamos a conhecer mais pessoas, porém
aprendemos a capacidade de escolher quais dessas se tornarão infinitas para nós

Com o passar do tempo, não queremos mais correr tanto, ou talvez nem queremos correr mais.
Simplesmente queremos andar, pois aprendemos que aquele que corre,
na maioria das vezes, não soube admirar o caminho por onde se passou.

Aquele porém que anda, mesmo que demore a chegar,
traz com ele toda a beleza do caminho percorrido.

E no passar desse tempo, percebemos que nós, na verdade, somos como um vento que passa,
e como vento, podemos destruir ou trazer refrigério,
fazer barulho como furacões, ou como brisa acalmar a nós mesmos e às almas alheias.

Com o passar do tempo, conseguimos entender que estar sozinho é diferente de estar solitário,
que estar sozinho é um estado enquanto solidão é um modo de viver,
Entendemos que uma boa companhia não aquela que está presente sempre,
antes aquela que se faz sempre presente

Entendemos que achar um amigo é como achar um tesouro
e que achar uma companheira é como
degustar um copo de água depois de um dia em um deserto,
e assim, passamos a entender melhor o porquê de algumas coisas serem tão difíceis de conquistar.

Com o passar do tempo, percebemos que o tempo é nosso amigo,
amigo constante e sempre presente
mostrando-nos como fomos, dando-nos oportunidade de vermos como estamos
esperando que em um futuro, admiremos aquilo que nos tornamos.

Fabrício Veliq
20.05.11 – 18:14

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